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Inter não toma conhecimento do Atlético-MG e aplica impiedosos 4 a 0


O Internacional passeou na Arena do Jacaré. Após um primeiro tempo equilibrado, os gaúchos voltaram melhor do intervalo e fizeram 4 a 0 num desorganizado Atlético-MG. O dono da noite foi D'Alessandro, que fez um gol e participou de outros dois, os de Leandro Damião e Zé Roberto. Oscar completou o placar, que levou o time para a oitava posição, com 12 pontos ganhos. Já o Galo caiu para o 13º lugar, com oito pontos. Esta foi a quinta partida sem derrota dos gaúchos, contra a quinta sem triunfo da equipe mineira após sete rodadas do Brasileiro.
Equilíbrio sem gols
Na próxima rodada, na quarta-feira que vem, o Internacional recebe o lanterna Atlético-PR, no Beira-Rio, às 19h30m (de Brasília). Um pouco mais tarde, às 21h50m, o Atlético-MG encara o Ceará, no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza.
Atlético-MG e Internacional honraram suas camisas e o histórico do tradicional confronto, fazendo um bom jogo na Arena do Jacaré. A partida começou veloz, com o Inter ligeiramente melhor, aproveitando a habilidade de Zé Roberto e o talento de Leandro Damião.
O Galo encontrava enormes dificuldades em penetrar na defesa gaúcha. Com isso, deu dois chutes de fora da área, sua principal arma. Mas, sem pontaria, as tentativas sequer assustaram o goleiro Muriel.
Outro problema grave no Atlético-MG foi o grande número de passes errados (30 ao final da partida), que impossibilitavam a ligação rápida entre defesa e ataque e a saída rápida nos contragolpes. O Internacional, mesmo mais organizado em campo, também não conseguia criar perigo real ao goleiro Renan Ribeiro.
Nos minutos finais do primeiro tempo, o Galo até que se entusiasmou um pouco mais e buscou o ataque com maior frequência, mas sem forças para fazer com que o 0 a 0 saísse do placar antes do intervalo.
Leandro Damião e Zé Roberto comemoram gol do Internacional (Foto: Futura Press)
Massacre colorado no segundo tempo
Na volta para o segundo tempo, o jogo ficou eletrizante, com os dois times buscando o gol. Daniel Carvalho e D´Alessandro eram os maestros de seus times e os homens que organizavam as principais jogadas. Logo de cara, o atleticano acertou o travessão. Mas foi a partir da genialidade do argentino que o Colorado fez dois gols-relâmpago.

No primeiro, cobrou falta da entrada da área, Renan Ribeiro deu o rebote, e Leandro Damião empurrou para a rede. Um minuto depois, D´Alessandro começou a jogada do segundo gol, que passou por um cruzamento perfeito de Kleber para o cabeceio preciso de Zé Roberto.
Os gols do Internacional desmontaram o Atlético-MG. A torcida começou a vaiar o técnico Dorival Júnior e o time, que, muito nervoso, passou a errar ainda mais. O Colorado foi inteligente e ficou no campo de defesa esperando a hora certa para contra-atacar e dar o bote fatal, o que conseguiu mais duas vezes. D´Alessandro, um dos destaques do jogo, fez o terceiro, numa jogada em altíssima velocidade. E Oscar, outro destaque da partida, fez o quarto, após falha de Réver.
Nos minutos finais, sem perspectiva de reação, alguns jogadores do Atlético-MG perderam a cabeça. O lateral-esquerdo Guilherme Santos agrediu o argentino Bolatti e foi expulso. A torcida o xingou muito. A torcida mineira ainda gritou "olé" e protestou contra o time. Após o apito final, alguns foram para o alambrado com notas em punho. Os gaúchos, que não tinham nada com isso, comemoraram mais um jogo de invencibilidade no Brasileirão, o quinto, e o 15º sem perder para o rival mineiro.



Frio faz bem: melhor Inter do Brasileirão bate Figueira por 4 a 1


Talvez tenha sido por causa do frio, um desses elementos formadores da identidade do gaúcho. Talvez, vá saber, os menos de dez graus no Beira-Rio tiveram força suficiente para se aliar ao Inter e congelar as pernas do Figueirense - tão bem no campeonato, tão mal no jogo. Ou talvez tenha sido só na bola, só na qualidade, só no trabalho da semana que o Colorado realizou sua partida mais convincente no Brasileirão. Quaisquer que sejam os porquês, aos gaúchos só interessa a resposta: e ela é de goleada por 4 a 1 em uma Porto Alegre glacial.
O resultado ergueu o Inter para a nona colocação no Brasileiro, com nove pontos, a dois da zona de classificação para a Libertadores. O Figueirense saiu do G-4. Caiu para o sexto posto, com dez. Na quinta-feira, os colorados visitam o Atlético-MG (às 21h), e os catarinenses, um dia antes, recebem o Santos (às 21h50m).
O Inter teve D’Alessandro como destaque na criação. Os gols foram divididos: um de um zagueiro, Bolívar, dois de meias, Oscar e Ricardo Goulart, e outro de um atacante, Leandro Damião. Surpreendeu a queda de rendimento do Figueira: se antes tinha sofrido dois gols em cinco jogos, agora levou quatro de uma tacada só. Foi muito fraca a atuação do time de Florianópolis. Seu gol foi marcado por Wellington.
Nem tudo é dor, Andrés
Há um vídeo na internet em que aparece Andrés D’Alessandro, possivelmente com menos de dez anos, apontando para o gramado do Monumental de Nuñez, casa do River Plate, e dizendo que um dia jogaria ali. Um dos jogadores mais marcantes da história recente do clube argentino deve ter lutado contra as lágrimas neste domingo, quando sua equipe do coração foi rebaixada pela primeira vez na Argentina. Mas nem tudo é dor para Andrés. No Beira-Rio, ele comandou o Inter no primeiro tempo do jogo contra o Figueirense.
D’Alessandro praticou sua especialidade, repetiu aquilo que é sua marca desde os tempos de River: abriu as portas para os colegas fazerem gols. O Inter, com toda a justiça possível em um jogo de futebol, abriu 2 a 0 no primeiro tempo. Foi muito melhor do que o adversário. No primeiro gol, bateu o escanteio para Bolívar subir bonito, no meio da área, livre feito um pássaro, e cabecear para a rede. No segundo, fez jogada de craque.
oscar dalessandro leandro damião internacional gol figueirense (Foto: Lucas Uebel / Vipcomm)
El Cabezón recebeu a bola na beirada da área. Na frente dele, surgiu uma parede de defensores do Figueirense. Um jogador tosco daria um bico na bola e rezaria para que ela atravessasse o corpo dos marcadores. D’Alessandro preferiu bater por baixo dela, fazê-la levitar, obrigá-la a ocupar um espaço que parecia impossível. Enquanto a zaga do Figueira tentava assimilar o que acontecia, Oscar dominou no peito e completou para o gol.
Dois fatos se complementaram para arquitetar a vitória colorada nos primeiros 45 minutos: o rendimento sólido do Inter e a pobreza criativa do Figueirense. Os catarinenses, antes tão bem no Brasileirão, parecem ter congelado em um frio de retorcer os ossos no Beira-Rio. Os colorados poderiam ter engordado o placar, comandados também por Oscar, bem na criação e até nos desarmes. Duas conclusões de Damião, uma de D’Alessandro e outra de Oscar levaram perigo aos visitantes, que quase nada fizeram no campo de frente.
Damião e Ricardo Goulart transformam vitória em goleada
O segundo tempo serviu apenas para confirmar aquilo que o Inter havia criado no primeiro tempo. Por mais que o Figueirense, nos primeiros minutos, tivesse ensaiado uma reação, os colorados não demoraram a matar o jogo. A vitória virou goleada.
O terceiro gol foi de Leandro Damião; a jogada, de Zé Roberto. O camisa 11 deixou o centroavante na cara do gol. E ali é o habitat natural dele. O desvio do goleador tirou Wilson da jogada. Estava morto o jogo.
Ao Figueirense, restou evitar uma goleada. E sem sucesso. Ao Inter, coube tocar a bola, um pouco para manter o controle do jogo, outro tanto para espantar o frio. Pobre de Muriel, goleiro do Inter, esquecido em um canto do campo, batendo os dentes de frio.
Ele se movimentou mais para comemorar os gols do Inter do que para evitar os ataques adversários. A última vibração do goleiro vermelho foi em jogada de Gilberto, que deixou para Ricardo Goulart bater forte e fechar a conta de um jogo que deu sinais de que o frio, essa identidade dos gaúchos, pode fazer bem aos colorados. Na prática, pouca diferença fez o gol de Wellington, aos 43 minutos. Foi o único chute a gol com algum perigo do Figueirense.


Coritiba e Inter empatam no Couto e seguem sem engrenar no Brasileirão


O Coritiba bem que tentou: teve volume de jogo e criou oportunidades de gol. Mas o personagem do jogo foi o goleiro colorado Muriel, até há pouco reserva do contestado Renan. Ao fim, Coxa e Inter ficaram no 1 a 1 e vão chegar à sexta rodada do Brasileirão ainda sem mostrar o futebol que gerava expectativas positivas antes do início da competição. Ambos têm apenas uma vitória: o Coritiba ficou com quatro pontos e continuou na 16ª posição, enquanto o Colorado, na 12º colocação, vai para seis pontos.
No primeiro tempo, o que se viu foi um Internacional recuado e explorando os contra-ataques. O Coritiba era melhor, com boas atuações de Rafinha e Davi no meio de campo, mas não foi capaz de abrir o marcador. Os gols saíram na etapa complementar, quando o Inter voltou vibrante e o volante Glaydson acertou um belo chute. Aos 29 minutos, veio o empate: Davi, em rebote de cobrança de pênalti que ele mesmo havia batido. Até o último minuto as duas equipes brigaram pelo resultado e o jogo esteve aberto. Nas arquibancadas, os mais de 300 colorados que foram à capital paranaense disputaram no grito com a torcida local: um belo espetáculo à parte, também sem vencedor.
Everton Ribeiro d'alesandro coritiba x internacional (Foto: Agência Estado)
No início, Coxa atacava e Inter se defendia
Os dois times foram a campo com times taticamente iguais, no 4-3-2-1, mas com o Coritiba mais ofensivo – característica marcante na temporada - e o Inter com a fama de ser ‘retranqueiro’, ainda mais fora de casa. O técnico Falcão até cogitou escalar o quarteto ofensivo, com D’Alessandro, Oscar, Zé Roberto e Leandro Damião, mas preferiu colocar Glaydson e tentar explorar os contra-ataques.
Apesar do empenho gaúcho, o Coritiba saía rapidamente com os meias Rafinha e Davi, apoiados pelos dois laterais Eltinho e Jonas, empurrando o Inter para seu campo.
Para conseguir suportar bem a pressão, valeu a estratégia de Falcão, que armou uma linha de quatro defensores (com os zagueiros Juan e Bolívar no comando) para blindar a área do goleiro Muriel. Mesmo assim, o meia-atacante Everton Ribeiro conseguia se infiltrar e teve várias oportunidades de abrir o marcador. Só Bill ficava isolado, anulado pela boa marcação de Juan.
Em todo o primeiro tempo, o Internacional só chegou três vezes com perigo na meta alviverde: duas com o atacante Leandro Damião e uma com o volante Glaydson. Já o Coritiba teve pelo menos cinco finalizações perigosas, a maioria delas arquitetada pela parceria Everton Ribeiro e Rafinha.
Com o Inter recuado, restou ao goleiro Muriel fazer seu nome, com duas belas defesas em um mesmo lance, após o chute de Bill e no rebote pegou a tentativa de Davi.
Quem não faz...
Com o gol, o jogo pegou fogo. Do lado do Coritiba, Rafinha colocou uma bola na trave de Muriel e, no lado colorado, Zé Roberto obrigou Edson Bastos a fazer boa defesa.
O ditado típico do futebol foi colocado em prática assim que começou o segundo tempo. No rebote, após cobrança de D’Alessandro, Glaydson chutou forte de fora da área e fez o seu primeiro gol no Brasileirão aos quatro minutos.
Normal seria o Inter se fechar mais, mas não foi o que ocorreu. O Colorado se manteve avançado, sem abrir mão da boa última linha de marcação. Já o Coritiba procurava chegar próximo à área adversária, mas de forma algo desesperada.
Para tentar colocar ordem no Alviverde, o técnico Marcelo Oliveira queimou as suas alterações. Tirou o apagado volante Léo Gago e colocou o atacante Everton Costa, trocou Everton Ribeiro pelo meia-atacante Geraldo e, por fim, sacou o lateral-esquerdo Eltinho para a entrada do experiente meia Tcheco. A intenção era clara: jogar para a frente.
Falcão preferiu recuar o time e tirou o volante Tinga para a entrada de Wilson Matias, da mesma posição. Mas a insistência alviverde fez a diferença. Em boa bola lançada, Bill brigou na pequena área, e foi derrubado: pênalti. Renan ainda defendeu a cobrança de Davi e tocou na bola no chute que o mesmo Davi acertou no rebote. Ainda assim, não evitou que ele igualasse o marcador no Alto da Glória.
Com o empate, aos 39 minutos do segundo tempo, o jogo ficou aberto. O técnico colorado colocou Fabrício no lugar de D’Alessandro, que fez questão de expressar sua contrariedade ao sair de campo. E os minutos finais foram disputados na base da vontade. Tanto o Inter quanto o Coritiba tiveram chances de sair com a vitória. Mas prevaleceu o empate, ruim para as duas equipes.


Ney Franco convoca cinco do Fla e Coutinho para o Mundial Sub-20


Seleção brasileira - Philippe Coutinho (Foto: Márcio Iannacca / Globoesporte.com)
O técnico Ney Franco divulgou nesta quinta-feira, atráves do site oficial da CBF, a pré-lista dos atletas que vão participar do Mundial sub-20, que será disputado entre os dias 29 de julho e 20 de agosto, na Colômbia. O comandante canarinho relacionou 26 atletas, mas apenas 21 poderão ser inscritos no torneio. Os destaques do grupo são os meias Philippe Coutinho, do Inter de Milão, e Oscar, do Internacional.
A base do grupo comandado por Ney Franco é a mesma que conquistou o Sul-Americano sub-20, em fevereiro, no Peru. Porém, sem as presenças de Neymar, do Santos, e Lucas, do São Paulo, destaques do torneio. Os dois foram chamados por Mano Menezes para a disputa da Copa América, entre os dias 1º e 24 de julho, na Argentina, e estão fora do Mundial.
O Flamengo, com cinco convocados, é o clube que mais vai ceder atletas para a disputa da competição. O time canarinho inicia a preparação para a competição no dia 4 de julho, na Granja Comary. Na véspera da viagem para a Colômbia, Ney Franco vai cortar cinco atletas.
A delegação da Seleção Brasileira embarca para a Colômbia no dia 24 de julho. A estreia no torneio está prevista para o dia 29, contra o Egito, em Barranquilla. Em seguida, o time canarinho vai encarar a Áustria, no dia 1º de agosto, e, por último, o Panamá, dia 4.
GoleirosAleksander - Avaí
Cesar - Flamengo
Gabriel - Cruzeiro
ZagueirosBruno Uvini - São Paulo
Frauches - Flamengo
Juan - Internacional
Romário - Internacional
Laterais
Alex Sandro - Santos
Danilo - Santos
Gabriel Silva - Palmeiras
Galhardo - Flamengo
Volantes e meiasAllan - Vasco
Casemiro - São Paulo
Fernando - Grêmio
Alan Patrick - Santos
Dudu - Cruzeiro
Felipe Anderson - Santos
Oscar - Internacional
Philippe Coutinho - Inter de Milão
Roni - Criciúma
Atacantes
Diego Maurício - Flamengo
Henrique - São Paulo
Negueba - Flamengo
Roberto Firmino - Hoffenhein-ALE
Willian José - São Paulo
Sebá - Cruzeiro

Empate maluco: Inter e Palmeiras ficam no 2 a 2 com golaço contra

Estranhos são os jogos em que cada time marca um gol contra. Mais estranho ainda é pensar que um deles foi o mais bonito entre os quatro marcados no empate por 2 a 2 entre Inter e Palmeiras, no Beira-Rio, neste domingo. Márcio Araújo concluiu colocado, de lado de pé, no ângulo, fora do alcance de... Marcos! Rodrigo também pôs a bola na própria rede, enquanto Luan e Leandro Damião seguiram a ordem natural das coisas e marcaram a favor de seus times.
O Palmeiras segue bem no Brasileirão. E os gaúchos não engrenam. Tudo aconteceu no segundo tempo, depois de uma etapa inicial muito parelha. O gol contra de Márcio Araújo colocou o Inter na frente, mas os palmeirenses buscaram a virada - em grande parte por culpa do sistema defensivo vermelho. Leandro Damião, quase no fim do duelo, empatou.
O time de Felipão, com o empate, foi para a terceira colocação, com oito pontos. O Inter, com cinco, está afastado das primeiras posições - ocupa a 12ª. As duas equipes voltam a campo no domingo. O Palmeiras recebe o Avaí, e o Colorado visita o Coritiba.
O Velho Oeste do Beira-Rio: Renan contra Marcos Assunção
Houve momentos no primeiro tempo em que 20 dos 22 atletas em campo bem que poderiam dar no pé e deixar o gramado apenas para Renan e Marcos Assunção. O Beira-Rio pareceria cenário daqueles filmes de faroeste, com dois homens frente a frente, se olhando nos olhos, sem piscar, cada qual com suas pistolas: as chuteiras para o palmeirense, as luvas para o colorado.
Foi o reencontro entre eles. No ano passado, o volante fez dois gols de falta no goleiro. Mas o Velho Oeste do Beira-Rio foi diferente desta vez. Nos quatro tiros, Renan foi mais ágil. Marcos Assunção mandou duas de falta: uma no ângulo, outra em pancada em diagonal. E o goleiro espalmou ambas. O palmeirense também mandou duas cobranças de escanteio que costumam cheirar a morte para o time adversário. E o goleiro conseguiu se contorcer, feito homem-elástico, para evitar os gols olímpicos.
Renan venceu Marcos Assunção em 45 minutos de equilíbrio no Beira-Rio. Cada time teve pelo menos quatro boas chances de gol. O Palmeiras, com Adriano no time e Wellington Paulista no banco, deixou em surto o lado direito da defesa vermelha. Fez o que bem entendeu por ali. O Inter reagiu com D’Alessandro aberto pela esquerda e Oscar esparramado para a direita.
Leandro Damião foi figura ativa no ataque vermelho. E Kleber no setor ofensivo alviverde. O camisa 9 do Inter mandou chute de fora, arriscou de cabeça, fez parede para pancada de D’Alessandro. Mas o lance mais impressionante foi em cruzamento de Oscar. O centroavante voou em diagonal contra a bola, como se fosse um foguete disparado rumo ao espaço. Ele cabeceou, e a bola saiu: mas há quem diga que Damião já deixou a órbita terrestre, em trajetória para sabe-se lá onde.
Oscar internacional kleber palmeiras (Foto: Marcos Nagelstein / VIPCOMM)
Kleber também incomodou. Brigou por cada centímetro de gramado como se fosse terra sagrada. Ele deu passe precioso para Luan dar de cara com Renan, pertinho do gol, mas sem ângulo. No cruzamento, Rodrigo cortou. O atacante também teve sua chance. Recebeu em profundidade, só que desequilibrado, e aí não concluiu do melhor jeito.
Os colorados deixaram a etapa inicial revoltados com a arbitragem. Em rápido contra-ataque, Zé Roberto acionou Damião, que avançaria livre para a área. Mas a arbitragem marcou impedimento do centroavante. Paulo Roberto Falcão deu pulos na beira do campo, fazendo gestos de "não", falando quase dentro do ouvido do bandeirinha. O Palmeiras, em contrapartida, resmungou dos cartões recebidos na etapa.
Gols dos dois lados. E de todos os jeitos
Márcio Araújo não mandou flores para a bola, não declamou poemas ao pé do ouvido dela, não ofereceu a ela um jantar à luz de velas. Faltou romantismo na relação entre ele e sua eterna companheira no Dia dos Namorados. É a única explicação lógica para a vingança da redonda neste domingo. A relação entre eles foi estremecida por um golaço. Contra...
Foi um lance quase sobrenatural. Oscar, pela esquerda, mandou cruzamento na área. Leandro Damião encaixou o corpo para mandar o chute. Márcio Araújo roubou a ideia do centroavante. Ele mesmo emendou a pancada: precisa, direta, indefensável, no ângulo de Marcos. Não tinha como acreditar naquilo...
Mas o Palmeiras teve que crer. E logo assimilou o golpe. E logo empatou. Quando a bola foi alçada na área vermelha, jogadores das duas equipes se enrolaram. E a bola, tocada pelo colorado Rodrigo, acabou entrando. Renan ainda espalmou, mas não o suficiente para evitar o gol. Detalhe: a cobrança foi de Marcos Assunção, aquele do duelo do primeiro tempo com o goleiro.
Dos males, o menor para o Palmeiras. E depois o bem. A derrota virou empate, que virou vitória - momentânea, porém. Luan apareceu bem pela esquerda e mandou chute cruzado, mesmo com pouco ângulo. Renan não conseguiu evitar que a bola passasse. Era a virada paulista.
O Inter tentou reagir com as entradas de Gilberto e Fabrício. Os colorados botaram pressão para cima do adversário, especialmente com cruzamentos para a área. E tiveram sucesso. Aos 45 minutos, Leandro Damião, nascido para ser centroavante, conseguiu desviar. Que jogo!