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Grêmio busca empate nos acréscimos com o Avaí no Olímpico


Talvez tenham sido poucos aqueles que apostaram na coluna dois da partida entre Grêmio e Avaí na Loteria Esportiva. Assim como os jogadores do time catarinense não foram os mais requisitados pelos praticantes do Cartola FC. Mas o visitante desta noite de quarta-feira surpreendeu no Estádio Olímpico e quase venceu a partida: abriu 2 a 0 e criou outras boas chances. Mas o Grêmio buscou o empate no segundo tempo, marcando o segundo gol aos 48 minutos. Após a partida, o técnico Renato Gaúcho pediu demissão e disse a amigos que irá ao Olímpico na tarde desta quinta para se despedir dos jogadores.
Grêmio e Avaí voltam a jogar às 19h30m da próxima quarta-feira, dia 6 de julho. Na Arena do Jacaré, os tricolores gaúchos visitam o Cruzeiro, enquanto os catarinenses recebem o Bahia no Estádio da Ressacada.
O resultado pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro deixa o Grêmio - que marcou com Douglas, depois expulso, e Rafael Marques - com oito pontos, em 12º lugar. Gustavo Bastos e Robinho fizeram os gols dos visitantes, que somaram seu segundo ponto, deixando provisoriamente a lanterna, na 19ª posição.
Três marcados, apenas um válido
Lanterna até o início da rodada, o Avaí teve as pretensões defensivistas facilitadas pelo gol marcado logo aos quatro minutos do primeiro tempo. Alexandre Gallo distribuiu os jogadores em rígidas duas linhas de quatro, com um volante entre elas - Pedro Ken, exercendo marcação individual sobre Douglas. Um 4-1-4-1 planejado para contra-atacar.
Quando o zagueiro Gustavo Bastos completou de cabeça escanteio cobrado por Pedro Ken, após defesa de Marcelo Grohe, a estratégia catarinense se fez ainda mais oportuna. Perdendo desde cedo, o Grêmio acentuou o nervosismo irradiado pelos torcedores. E as vaias se fizeram presentes a cada erro de passe, a cada chute para fora, a cada indecisão.
A reconciliação da torcida com o time veio a partir de dois gols invalidados pelo árbitro Cláudio Mercante, induzido pelas indicações do auxiliar Ubirajara Jota, em cobranças de falta do volante Fábio Rochemback. Em ambas André Lima se antecipou, marcando dois gols.
Apesar do acerto no segundo, o árbitro e o auxiliar erraram no primeiro lance: o centroavante do Grêmio estava em posição legal. Aquelas vaias, outrora dirigidas apenas aos próprios jogadores, passaram a ter os homens de amarelo, apito e bandeirinha nas mãos, como alvos.
grêmio x avaí rafael marques (Foto: Agência Estado)
Mais erros do árbitro, e empate no último lance
Em um dos primeiros lances do segundo tempo, o volante Batista acertou Fábio Rochemback no rosto, em disputa aérea. Todas as camisas tricolores partiram em sua direção. E o juiz evitou um tumulto ao expulsá-lo, sem remissão. A esta altura, já estavam em campo Escudero pelo Grêmio e Robinho pelo Avaí.
Gallo reconstituiu o meio substituindo o centroavante William por Fabiano Costa. Na sequência, novamente em cobrança de escanteio, Robinho pegou rebote e fez 2 a 0 para o Avaí, aos seis minutos. Resultado que poderia ser ampliado caso o árbitro marcasse pênalti de Mário Fernandes, que caiu com as mãos sobre a bola na área gremista.
Renato Gaúcho chamou Miralles, tirou o vaiado Willian Magrão, e transformou o 4-4-2 em um agressivo 4-3-3. Empillharam-se oportunidades, todas rebatidas pelos zagueiros ou então interceptadas pelo jovem Aleks.
O promissor goleiro avaiano foi vencido apenas em cobrança de pênalti, mal marcado - Escudero simulou a infração na área. Douglas descontou para o Grêmio, aos 28, mas recebeu cartão vermelho por reclamação um minuto depois. Desespero total no Olímpico.
Rochemback ainda acertou o travessão, deixando as pessoas na arquibancada mais estarrecidas. Até que, em falta lateral, Rafael Marques pegou a sobra, lembrando a decisão do primeiro turno do Campeonato Gaúcho, contra o Caxias. E enfiou uma bomba no gol: 2 a 2, placar final.



Conca faz a diferença, e Fluminense derrota o Avaí na Ressacada: 1 a 0

A primeira vitória do técnico Abel Braga em seu retorno ao Fluminense foi bem ao estilo tricolor: guerreira. Com um jogador a menos desde o fim do primeiro tempo, após a polêmica expulsão de Rafael Moura, o time carioca ainda conseguiu dominar boa parte do jogo e derrotou o Avaí por 1 a 0 neste domingo, na Ressacada. Com muito frio em Florianópolis, o Tricolor reencontrou o caminho das vitórias após dois resultados negativos diante de Corinthians e Bahia. Já o time catarinense segue sem saber o que é vencer no Campeonato Brasileiro e deixou o gramado sob protestos de seus torcedores.O nome do jogo foi o argentino Conca. De seus pés sairam várias oportunidades e ainda o gol da vitória tricolor. Na comemoração, todos os jogadores do Fluminense correram para abraçar o camisa 11, em um claro apoio diante das constantes críticas às atuações recentes do jogador na atual temporada. No finzinho, o apoiador deu lugar a Ciro e deixou o gramado muito aplaudido pelos tricolores que foram à Ressacada. Coincidentemente, a última vitória do Tricolor sobre o Avaí também havia sido por 1 a 0, gol de Conca, pelo Brasileiro de 2010. Com o resultado deste domingo, o time carioca chegou aos nove pontos e subiu para a oitava posição após seis rodadas, enquanto os donos da casa continuaram na lanterna da competição, com apenas um ponto.

O Fluminense volta a campo na próxima quinta-feira, para enfrentar o Atlético-PR, às 21h (de Brasília), no Engenhão. Já o Avaí encara o Grêmio, um dia antes, às 19h30m, no Olímpico.
conca fluminense acleisson avaí (Foto: agência Photocamera)
Domínio, gol e expulsão exagerada
Com o frio que fazia na Ressacada, cerca de 10ºC, o jogo começou corrido. Logo no início, um recuo do zagueiro Gustavo Bastos, que o goleiro Aleks pegou com as mãos, gerou a primeira chance do Fluminense. O chute na barreira do atacante Rafael Moura mostrou a dificuldade que o Tricolor teria de chegar ao gol do Avaí em boa parte do primeiro tempo. Na cabeça do técnico Abel Braga, o esquema 4-5-1 treinando durante a semana não deixaria a equipe defensiva, uma vez que Souza, Marquinho e Conca tinham a missão de encostar em He-Man. Mas não foi isso que aconteceu nos primeiros 20 minutos.
À beira do gramado, Abel Braga esbravejava a cada erro tricolor. De tanto reclamar, o técnico conseguiu acordar seus jogadores. Bastou Carlinhos e Mariano entrarem no jogo para o Fluminense passar a dominar a partida. Na defesa, o zagueiro Márcio Rosário se destacava com boas antecipações e passava segurança aos companheiros. No ataque, as chances começaram a surgir. Marquinho já tinha perdido uma ótima oportunidade na pequena área ao cabecear em cima de Aleks, quando o Tricolor abriu o placar. Marquinho cruzou, a bola passou por Rafael Moura e sobrou para Conca: 1 a 0, aos 37 minutos. A comemoração registrou uma bela cena: todos os outros nove jogadores do clube das Laranjeiras correram para abraçar o argentino, que vem sendo criticado por suas atuações na atual temporada.
Com os laterais Carlinhos e Mariano presos na defesa, o Tricolor tinha dificuldades na saída de bola. Lanterna do Campeonato Brasileiro com apenas um ponto em seis jogos, o Avaí justificava as vaias de seus torcedores com muitos passes errados. O time do técnico Alexandre Gallo só chegava perto do gol de Diego Cavalieri em jogadas de bola parada. E todas as chances iam, invariavelmente, para fora.
Mas o que parecia o início de uma tarde tranquila para o Fluminense em Florianópolis, logo virou complicação. Um minuto após o gol tricolor, o árbitro Luiz Flávio de Oliveira expulsou o atacante Rafael Moura, alegando cotovelada do atacante no zagueiro Gustavo Bastos em uma disputa normal de bola. Pouco antes, o juiz tinha dado apenas cartão amarelo para o volante Bruno após entrada por trás em Conca. 
Guerreiros tricolores; protestos avaianos
A já esperada pressão do Avaí em busca do empate começou junto com o apito inicial da segunda etapa. Com menos de um minuto, o goleiro Diego Cavalieri precisou se virar para evitar o gol catarinense após boa cabeçada de William. As duas substituições do técnico Alexandre Gallo, colocando Cleverson e Fábio Santos nas vagas de Bruno e Julinho, respectivamente, deixaram a equipe catarinense um pouco mais ofensiva. Sem Rafael Moura, Abel manteve o mesmo time para a etapa final, com Conca jogando avançado.
Apesar da vantagem e da superioridade na posse de bola, o Avaí mostrava em campo por que segura a lanterna do Campeonato Brasileiro. Errando demais, o time catarinense vivia de alçar bolas na área tricolor. Em uma delas, Rafael Coelho, livre, cabeceou para fora. Enquanto isso, mesmo sem um atacante de ofício em campo, o Fluminense seguia criando as melhores chances e quase ampliou o placar com Conca, três vezes, Carlinhos e Souza. No melhor espírito guerreiro, os tricolores corriam sem parar.
A última tacada do técnico Alexandre Gallo foi a entrada do atacante Maurício Alves, revelado em Xerém, no lugar do volante Acleisson. Abel, por sua vez, trocou Marquinho por Matheus Carvalho. O jovem tricolor puxou bons contragolpes e foi e o Fluminense se manteve sempre mais perto do segundo gol do que o Avaí do empate.
Já no finzinho, Abelão tratou de segurar o jogo. Souza deu lugar a Fernando Bob, e Conca saiu para a entrada de Ciro. O Tricolor se protegeu bem e levou a partida até o apito final sem sustos. Em meio a vaias da torcida do Avaí para seus atletas, Abel Braga reuniu os jogadores no meio do campo. E sob o frio de Florianópolis, agradeceu um a um pelo empenho e dedicação que garantiram sua primeira vitória no retorno às Laranjeiras.

Em bela tarde do contestado Luan, Verdão goleia Avaí e vira vice-líder


Interessante o mundo do futebol, capaz de transformar vilões em heróis, jogadores medianos em craques, tudo em questão de minutos. Neste domingo, contra o Avaí, no Canindé, o esforçado atacante Luan completava 50 jogos com a camisa do Palmeiras quase sem ser notado, criticado pela torcida e torcendo por uma renovação de contrato que é difícil de ocorrer. Pois o patinho feio teve seu dia de craque e foi o dono da festa na vitória por 5 a 0 sobre os catarinenses, resultado que coloca o Verdão na vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Com quatro gols, o camisa 21 é o artilheiro isolado da competição. Com dez, o Palmeiras tem o melhor ataque até agora.
Os dois gols e assistência deste domingo fizeram Luan ouvir o que tanto procurou nos seus 49 jogos anteriores: o nome gritado pelos mais de 10 mil torcedores. Muito por conta dele, o Palmeiras chega a 11 pontos na competição e cumpre a meta proposta por Felipão para as cinco primeiras rodadas: três vitórias e dois empates. O time ainda manteve a invencibilidade no Canindé: em seis jogos na temporada, seis vitórias, 15 gols marcados e nenhum sofrido.
Do outro lado, um confuso e pobre Avaí não chega a ser sombra da perigosa equipe que chegou às semifinais da Copa do Brasil, e eliminou favoritos da qualidade do São Paulo. Estreante do dia, o técnico Alexandre Gallo terá muito trabalho para tirar a equipe da rabeira: com apenas um pontinho, o Leão segue na lanterna do Brasileirão.


Na próxima rodada, o Palmeiras viaja a Fortaleza para pegar o Ceará, domingo, às 16h, no Presidente Vargas. Na mesma data e horário, o Avaí recebe o Fluminense na Ressacada.
Verdão Sorrisão
O técnico Luiz Felipe Scolari atendeu a alguns dos desejos mais latentes na torcida alviverde: lançou Lincoln e Wellington Paulista entre os titulares, nas vagas de Patrik e Adriano. Kleber,com proposta do Flamengo, atuou normalmente. Wellington, que andava insatisfeito com a reserva, acabou escalado aberto pelo lado direito – fora de sua posição original. Ele voltou a todo momento para ajudar na marcação do lateral adversário.
No início, o Avaí até conseguiu controlar o meio-campo, trocando passes e tentando confundir a defesa palmeirense. Mas o sistema desmoronou quando o Verdão resolveu jogar e fez o primeiro gol: na jogada de sempre, a bola parada, Marcos Assunção viu a bola chegar até o segundo pau e desviar em George Lucas antes de entrar. Lincoln, que estava na jogada, acabou creditado erroneamente com o gol.
A partir daí, a confiança fez toda a diferença a favor do Palmeiras. Pela direita, Cicinho jogou muito e não tomou conhecimento da marcação. Pela esquerda, Luan acertava dribles, passes, jogadas difíceis... Na trama entre os dois saiu o segundo gol. Sozinho, o atacante finalizou na pequena área e comemorou dançando o funk do João Sorrisão, personagem do programa Esporte Espetacular.
Luan jogava tão bem que virou bola de segurança do Palmeiras. Na hora do aperto, o camisa 21 buscou o jogo, pediu o passe. E quando recebeu, partiu para cima sem se envergonhar, assim como não se envergonhava de acompanhar o lateral adversário até a linha de fundo, marcando muito. Numa de suas escapadas, fez mais um golaço, o terceiro do Verdão. Logo depois, deu a assistência para Kleber colocar a bola no ângulo esquerdo de Aleks - 4 a 0, sem muito trabalho. Em atitude inédita, a torcida gritou muito o nome de Luan, o nome do jogo.
luan -wellington paulista palmeiras x avaí (Foto: Agência Estado)
‘Santo’ quase faz história
Com a goleada encaminhada, o Palmeiras deu uma relaxada natural e não se arriscou tanto no ataque. E a essa altura, pra que se arriscar? O time apenas tocou bola, embalado no ritmo da torcida, que fez festa a cada boa jogada. Sem reação, o Avaí tentou mudar o panorama com Estrada e Fábio Santos, que entraram no intervalo. Nenhum deles foi capaz de melhorar o poder ofensivo do Leão.
E foi assim, administrando, que o Palmeiras levou os 45 minutos finais: cadenciado, o Verdão assustava em alguns contra-ataques. 4 a 0 já era um placar pra lá de excelente... Até que Lincoln sofreu pênalti de Acleisson, aos 26 minutos.
Aí, o ídolo máximo da torcida alviverde foi lembrado. Com poucas intervenções no jogo, o goleiro Marcos viu seu nome gritado a plenos pulmões para que ele cobrasse o pênalti. Aos 38 anos, ele se queixa de nunca ter feito um gol na carreira e sempre manifestou o desejo de sentir essa emoção pelo menos uma vez antes de pendurar as luvas, no fim do ano.
O capitão Kleber não teve dúvidas: gesticulando muito, chamou Marcos para a cobrança. Sem jeito, o camisa 12 respondia com um “não, não”. Os zagueiros chegaram nele, tentaram empurrá-lo. Quando o goleiro deu alguns passos à frente, a massa foi à loucura, antevendo um momento único na história do Palmeiras. No entanto, foi alarme falso: com a negativa do “Santo”, Kleber pegou a bola e fez o quinto gol, fechando o melhor jogo do Palmeiras na temporada.


Ney Franco convoca cinco do Fla e Coutinho para o Mundial Sub-20


Seleção brasileira - Philippe Coutinho (Foto: Márcio Iannacca / Globoesporte.com)
O técnico Ney Franco divulgou nesta quinta-feira, atráves do site oficial da CBF, a pré-lista dos atletas que vão participar do Mundial sub-20, que será disputado entre os dias 29 de julho e 20 de agosto, na Colômbia. O comandante canarinho relacionou 26 atletas, mas apenas 21 poderão ser inscritos no torneio. Os destaques do grupo são os meias Philippe Coutinho, do Inter de Milão, e Oscar, do Internacional.
A base do grupo comandado por Ney Franco é a mesma que conquistou o Sul-Americano sub-20, em fevereiro, no Peru. Porém, sem as presenças de Neymar, do Santos, e Lucas, do São Paulo, destaques do torneio. Os dois foram chamados por Mano Menezes para a disputa da Copa América, entre os dias 1º e 24 de julho, na Argentina, e estão fora do Mundial.
O Flamengo, com cinco convocados, é o clube que mais vai ceder atletas para a disputa da competição. O time canarinho inicia a preparação para a competição no dia 4 de julho, na Granja Comary. Na véspera da viagem para a Colômbia, Ney Franco vai cortar cinco atletas.
A delegação da Seleção Brasileira embarca para a Colômbia no dia 24 de julho. A estreia no torneio está prevista para o dia 29, contra o Egito, em Barranquilla. Em seguida, o time canarinho vai encarar a Áustria, no dia 1º de agosto, e, por último, o Panamá, dia 4.
GoleirosAleksander - Avaí
Cesar - Flamengo
Gabriel - Cruzeiro
ZagueirosBruno Uvini - São Paulo
Frauches - Flamengo
Juan - Internacional
Romário - Internacional
Laterais
Alex Sandro - Santos
Danilo - Santos
Gabriel Silva - Palmeiras
Galhardo - Flamengo
Volantes e meiasAllan - Vasco
Casemiro - São Paulo
Fernando - Grêmio
Alan Patrick - Santos
Dudu - Cruzeiro
Felipe Anderson - Santos
Oscar - Internacional
Philippe Coutinho - Inter de Milão
Roni - Criciúma
Atacantes
Diego Maurício - Flamengo
Henrique - São Paulo
Negueba - Flamengo
Roberto Firmino - Hoffenhein-ALE
Willian José - São Paulo
Sebá - Cruzeiro

Avaí marca no fim e empata com o América-MG


Era um jogo daqueles em que as duas equipes entram desesperadas. O Avaí vinha de três derrotas seguidas, e o América-MG, de duas. Mais um resultado negativo poderia trazer consequências desagradáveis na sequência do Campeonato Brasileiro. E, como jogava em casa, o time catarinense tinha uma responsabilidade ainda maior. O empate por 2 a 2, na Ressacada, pela quarta rodada, complicou a vida dos dois times. Os gols foram marcados por Alessandro e Fábio Júnior, para o América-MG, e Julinho e Cássio, para o Avaí.
Os catarinenses tiveram posse de bola muito maior, mas não conseguiram transformar em gols o volume de jogo apresentado. Tanto que o América-MG, no primeiro tempo, fez o gol na única chance que teve de marcar. Já no segundo tempo, dois pênaltis, quase na sequência, um para cada lado e muito bem convertidos, colocaram o Coelho na frente. Mas, nos últimos minutos, Cássio aproveitou um cruzamento e deixou tudo igual.

Com o resultado, o time mineiro chegou aos quatro pontos e subiu para a 14ª posição na


 classificação do Brasileirão. O Avaí, que conquistou o primeiro ponto, chegou à 19ª 


colocação.
Na próxima rodada, o Coelho enfrentará o Cruzeiro, no primeiro clássico mineiro da 

competição. A partida será no próximo sábado, às 21h (de Brasília), na Arena do Jacaré, em 

Sete Lagoas. O Avaí, por sua vez, encara o Palmeiras, no Canindé, em São Paulo, às 16h, do 

domingo.
Gol em ataque único
Nos primeiros minutos, o América-MG deu a impressão de que seria bastante ofensivo. 

Porém, logo na sequência, o Avaí mostrou quem era o dono da casa. Principalmente em 

jogadas aéreas, o time fez uma pressão incrível, e o goleiro Flávio teve de se virar para 

impedir que o Avaí saísse na frente no marcador. O América-MG errava muitos passes e era 

tímido no ataque.
Mesmo um pouco superior, o Avaí também não chegava com muita frequência. Os lances mais 


perigosos foram em cobranças de faltas de George Lucas. O confronto não apresentava 


muitas chances de gols de ambas as partes.
Quando a partida se encaminhava para o empate no primeiro tempo, o América-MG, de forma 


surpreendente, chegou ao gol. Alessandro recebeu na entrada da área, driblou o adversário e, 


com muita categoria, tocou no canto esquerdo de Aleks. Um golaço: 1 a 0 para o Coelho, que 


não foi mais importunado até o intervalo. Foi o terceiro gol de Alessandro na competição.
estrada avaí gabriel américa-mg (Foto: Rubens Flores / Agência Estado)

Um pênalti para cada lado
A proposta do América-MG era explorar os contra-ataques. O Avaí, atrás no placar, foi para cima, em busca do empate, mas deixava desguarnecido o setor defensivo. Fábio Júnior recuou um pouco e deu mais espaços no ataque para Rodriguinho e Alessandro.
O Avaí conseguiu o empate em bela jogada de Julinho, que fez fila na zaga americana e foi derrubado por Amaral. O próprio lateral bateu e empatou a partida: 1 a 1, aos nove minutos. Na sequência, foi a vez de o América-MG sofrer pênalti. Rodriguinho recebeu em velocidade e foi tocado pelo goleiro Aleks. Fábio Júnior, aos 11 minutos, colocou o Coelho novamente na frente no placar.
Mesmo com a maior posse de bola do Avaí, era o América-MG que levava mais perigo. Fábio Júnior, Alessandro e, principalmente, Rodriguinho tiveram excelentes oportunidades de aumentar o placar, mas sempre esbarraram nos erros no último toque antes da finalização. Até o fim, o Avaí tentou e foi presenteado com o empate. Cássio aproveitou um cruzamento na área e colocou a bola para o fundo da rede. Um castigo para o América-MG, que ainda teve Marcos Rocha expulso nos acréscimos, mas um resultado justo para o confronto.