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'Sem freio', Timão passa sufoco, mas vence o Bahia e assume a liderança


Quem vai parar o Corinthians no Campeonato Brasileiro? Nesta quarta-feira, o Timão não precisou do mesmo espetáculo demonstrado na goleada sobre o São Paulo para roubar do rival a liderança isolada. Com uma atuação eficiente, o Alvinegro segurou o embalado Bahia, venceu por 1 a 0, em Pituaçu, e chegou ao primeiro lugar. O capitão Chicão, cobrando pênalti sofrido por Liedson no primeiro tempo, fez o gol que manteve os paulistas invictos e freou a reação do Tricolor baiano. O destaque foi o goleiro Julio Cesar, que fez grandes defesas e impediu o empate no segundo tempo.
Já o Bahia segue em crise diante de sua apaixonada torcida e ainda não sabe o que é vencer em Salvador. Depois de bater Fluminense e Atlético-PR como visitante, o time de René Simões voltou a tropeçar e caiu para a 13ª colocação, com apenas oito pontos. Também no dia 6, encara o Avaí, às 19h30m, na Ressacada, em Florianópolis.
Com cinco vitórias em seis partidas, o Corinthians confirma a grande fase ao se transformar em líder. Chegou aos 16 pontos e superou em um o São Paulo, derrotado em casa pelo Botafogo. O Timão tem ainda uma partida a realizar, pela quinta rodada, contra o Santos, marcada para 10 de agosto, na Vila Belmiro. Na próxima quarta-feira, dia 6 de julho, recebe o Vasco, às 21h50m, no Pacaembu.
Bahia aperta, mas Chicão marca
Depois de duas preciosas vitórias fora de Salvador, não poderia haver noite melhor para o Bahia vencer pela primeira vez em casa no Brasileirão. A chuva deu uma trégua para a torcida comparecer em grande número ao estádio de Pituaçu. Ricardinho, aquele mesmo campeão mundial pelo Timão, parecia movido por um desejo de vingança após ter deixado o antigo clube pela porta dos fundos. Por dez minutos, organizou o jogo como nos velhos tempos e abriu espaços. Faltou pontaria a Júnior, em um perigoso chute à esquerda, e sorte a Jancarlos, em cruzamento que quase encobriu Julio Cesar.

O fôlego de Ricardinho para ligar o meio de campo ao ataque acabou rapidamente. Logo o Corinthians abandonou a cautela para voltar a exercer a mesma marcação sob pressão que enlouqueceu o rival São Paulo. Edenílson fez bem a função de Paulinho, suspenso, arrancando pelo lado direito. O Timão cresceu quando passou a trocar passes rápidos, como exigia Tite. Em um vacilo da zaga, Liedson escapou por trás e foi derrubado pelo goleiro Marcelo Lomba na área. O capitão Chicão, aos 13 minutos, bateu o pênalti e fez 1 a 0.
A pressão baiana esperada pelos alvinegros não aconteceu. Sem força na criação pelo meio, o Bahia arriscou principalmente nos avanços do veloz lateral-esquerdo Ávine. O Corinthians se retraiu para preparar o bote fatal nas saídas rápidas pelos lados e evitou o sufoco. Júnior ainda teve duas boas chances em cruzamentos para a área, mas fracassou. O garoto Gabriel, livre, cabeceou nas mãos de Julio Cesar, na melhor oportunidade de igualar o placar antes do fim do primeiro tempo.
Julio Cesar salva o Timão em Pituaçu
ricardinho william bahia x corinthians (Foto: Agência Estado)
O intervalo parece ter feito mal ao Bahia, que voltou para o segundo tempo cometendo muitos erros nos passes. Melhor para o calmo Corinthians impor seu ritmo e controlar o jogo. A vantagem poderia ter sido ampliada, não fosse ótima defesa de Marcelo Lomba no ângulo, em chute de Liedson. O time da casa só respondia nos cruzamentos altos para Júnior, agora barrado por Julio Cesar, em belo salto no canto esquerdo.

Com a forte marcação do Corinthians, René Simões tentou abrir a defesa adversária com a entrada do atacante Maranhão no lugar do lateral Ávine. Deu certo, mas a noite não parecia ser dos homens de frente do Bahia. Do outro lado, Julio Cesar fez sua parte, mostrando que a falha na final do Paulistão, contra o Santos, ficou no passado. Marcone cobrou falta violenta da intermediária para o goleiro se esticar no ângulo esquerdo.
A cada bom lance, o camisa 1 corintiano colocava um tijolo a mais na muralha que construía diante das traves. Marcos, aos 29, acertou o pé em cobrança de falta com estilo, mas lá estava Julio Cesar novamente para espalmar pela linha de fundo. Marcone voltou a tentar. Também esbarrou no goleiro. 

Com o Timão tendo dificuldades para sair do sufoco, Tite promoveu a estreia do meia Alex no lugar de Danilo e colocou o atacante Emerson na vaga de Willian. Mas as trocas não surtiram qualquer efeito. O Bahia continuou em cima. Aos 34, Fahel marcou de cabeça após cobrança de falta pela direita, mas estava em impedimento. Empurrado pela torcida, o Bahia arriscou tudo nos últimos minutos, sem sucesso. No fim, restou apenas o consolo dos aplausos da torcida pelo empenho dos jogadores.



Bahia apronta mais uma, vence o Atlético-PR e derruba Adilson Batista


O Bahia aprontou mais uma e venceu a segunda partida seguida como visitante no Campeonato Brasileiro. Depois de bater o Fluminense no Engenhão, o Tricolor baiano fez 2 a 0 no Atlético-PR na Arena da Baixada, na noite deste sábado, pela sexta rodada. Marcone e Lulinha marcaram os gols, ambos no segundo tempo.
Os times voltam a campo no meio da semana para a sétima rodada. O Atlético-PR visita o Fluminense, às 21h de quinta-feira, no Engenhão. O Bahia, na quarta-feira, às 21h50m, recebe o Corinthians, no Pituaçu.
Após a partida, em entrevista coletiva, o técnico Adilson Batista pediu demissão. Ele deixa o Atlético-PR em penúltimo lugar, com apenas um ponto e um gol marcado em seis rodadas. Se o Avaí conseguir ao menos um empate em casa diante do Fluminense neste domingo, jogará os paranaenses para a lanterna. Já o Bahia chega aos oito pontos e sobe para a nona posição.

Forte marcação na etapa inicial
O Atlético-PR entrou em campo com três zagueiros, no esquema que variava do 3-5-2 com a bola para o 4-4-2 sem a bola. Manoel, pela direita, era o responsável por parar Jobson. Rafael Santos e Fabrício se revezavam na marcação a Júnior. O Rubro-Negro demorou para se acertar no novo esquema. No primeiro minuto, o camisa 99 tricolor quase se aproveitou disso, mas bateu por cima.
O Bahia marcava forte no meio-campo, com três volantes, e na saída de bola do Furacão. Isso levava os zagueiros atleticanos a tentar a ligação direta para o ataque, sem sucesso. Até os 20 minutos, por exemplo, os paranaenses já tinham errado nove passes - o dobro do Tricolor, com quatro.
A partir dos 25, o Atlético-PR melhorou. A defesa acertou a marcação, e o meio-campo apareceu e passou a criar boas oportunidades. Numa delas, Madson e Paulo Baier tabelaram na entrada da área. O Baixinho cruzou, mas o camisa 10 bateu por cima. Com o domínio da partida, o Furacão teve duas chances claras com Paulo Baier, em cobranças de falta. Na primeira, a bola foi no travessão. Na segunda, o goleiro Marcelo Lomba fez difícil defesa.
marcone bahia gol atlético-pr (Foto: Geraldo Bubniak / Agância Estado)
Atlético-PR melhora, mas Bahia faz dois
Na volta para o segundo tempo, o técnico Adilson Batista faz uma mudança: tirou Farício e colocou o volante Kleberson. Com isso, o Atlético-PR passou, definitivamente, para o 4-4-2. A mudança surtiu efeito. Antes dos dez minutos, foram três chances claras do Rubro-Negro - duas com Madson e uma com Paulo Baier, mas a defesa tricolor levou a melhor em todas.
O Bahia recuou e passou a ameaçar nos contra-ataques. No mais perigoso, Jobson entrou livre pelo meio e tentou tocar por cobertura, mas o goleiro Márcio e Rafael Santos salvaram o Furacão. Aos 20 minutos, não teve jeito. O volante Marcone avançou, driblou Manoel e acertou chute preciso, no canto: Bahia 1 a 0.
Com a desvantagem no placar, a pressão rubro-negra cresceu. O time tentou com cruzamentos, chutes de longa distância e cobranças de falta. De forma desordenada, porém, o time não ameaçou Marcelo Lomba. O segundo gol do Bahia parecia mais perto do que o gol de empate. E isso se confirmou. Na primeira tentativa, Lulinha parou em Márcio. Na seguda, ele bateu bem e fez 2 a 0. Para protestos da torcida rubro-negra. Para festa da torcida tricolor.


No ritmo de Jobsan Bahia ganha do Flu

bahia fluminense conca (Foto: Caio Amy/Photocamera)


Na reestreia de Abel Braga diante da torcida tricolor, o Fluminense mostrou a mesma falta de padrão e insegurança que se repete desde o início da temporada. Melhor para o Bahia, que  teve Jobson inspirado, principalmente na etapa final. Depois de esbarrar algumas vezes na boa atuação do goleiro Diego Cavalieri, o atacante marcou o gol da vitória por 1 a 0, aos 47 minutos do segundo tempo, em contra-ataque fulminante. Um gol que contrasta com o momento delicado do destaque da partida. Na próxima terça-feira, Jobson será julgado na Suíça pelo caso de doping em 2009, quando ainda pertencia ao Botafogo. Um drama que começou justamente no Engenhão, palco da boa atuação deste sábado, e agora pode ter como consequência o fim de sua trajetória no futebol.
Em contraste com a festa dos jogadores do Bahia junto à torcida após o apito final, os tricolores cariocas tiveram uma noite de pânico durante a maior parte do jogo. Muitos jogadores foram vaiados - entre eles o ídolo Fred - mostrando que o atual campeão brasileiro vai ter de suar muito a camisa para reconquistar o apoio da arquibancada.
O Flu não perdia para o Bahia em Campeonatos Brasileiros havia 21 anos (ou 11 jogos). A última vitória baiana fora no dia 04/10/90: 4 a 1 nas Laranjeiras. Já o Bahia não vencia pela Série A desde o dia 30/11/2003, quando bateu o Corinthians por 2 a 1.
O time de Abel Braga, que segue com seis pontos, na zona intermediária da tabela, volta a campo no próximo domingo, às 16h, contra o Avaí, na Ressacada. Já o Bahia, com cinco pontos, enfrenta no próximo sábado, às 18h30m, o Atlético-PR, na Arena da Baixada.
Primeiro tempo de poucas chances
Com uma escalação ofensiva, o Bahia começou com mais ímpeto. Logo no início, porém, o centroavante Souza se machucou. Em seu lugar, entrou o estreante Junior, que possui as mesmas características de referência na área, o que manteve a estrutura tática armada por René Simões. E foi justamente do atacante a primeira grande chance da partida. Carlos Alberto, que fez sua primeira partida desde que chegou ao time, colocou a bola entre o trio de zagueiros do Fluminense e obrigou Diego Cavalieri a fazer boa defesa no chute de Junior.
Pelo lado do Tricolor Carioca, outros dois estreantes da noite tiveram atuações muito discretas. Marcio Rosário mostrou certa insegurança na zaga, tendo de receber apoio dos outros dois companheiros de setor: Gum e Edinho. Já lá na frente, Ciro lutou, buscou jogo, mas não produziu praticamente nenhuma jogada de perigo.
O primeiro grande lance do Fluminense foi de Fred. Em jogada de bola parada, o camisa 9, que estava apagado na partida, subiu para cabecear. Mas antes da grande defesa de Marcelo Lomba, o árbitro Alício Pena Junior já havia assinalado falta.
Com o passar do tempo, o Bahia foi se fechando na defesa, tentando sair nos contra-ataques. Carlos Alberto, mostrando muita vontade e a habilidade de sempre (assim como sua vocação para fazer faltas e receber cartões), chegou a criar algumas jogadas, mas nenhuma delas representou grande perigo. Enquanto isso, o Fluminense tentava chegar ao ataque. nas trocas de passes entre Souza e Conca. Desta maneira, conseguiu duas faltas na entrada da área. Mas em vez de cobrar direto, o time resolveu arriscar jogadas ensaiadas que foram treinadas nas Laranjeiras. Se no treino funcionou, no jogo não chegou nem perto disso. Numa delas, Fred chutou mal ouviu reclamações do público. Pouco antes, Carlinhos driblou Jancarlos na área e desabou quando o marcador deu carrinho. O árbitro mandou o jogo seguir.
Com Jobson inspirado, Bahia cresce na etapa final
O cenário inicial do primeiro tempo se repetiu na etapa final. Mostrando mais vontade e organização, o Bahia partiu para cima, novamente comandado por Carlos Alberto. O camisa 19 procurava sempre as tabelas com Jobson, que mostrou a costumeira habilidade, deixando sempre os zagueiros do Fluminense em estado de alerta.
A pressão existia, mas foi justamente nestes momentos que apareceu Diego Cavalieri. O goleiro, que a condição de titular no lugar de Ricardo Berna, mostrou muita segurança todas as vezes em que foi exigido. Em especial, após cobrança de falta do lateral-direito Jancarlos, revelado em Xerém. A defesa foi feita em dois tempos, mas a torcida tricolor sentiu confiança no goleiro, um dos raros poupados das vaias.
Acuado, o Fluminense assustou apenas em lances isolados. Foram dois chutes perigosos de longa distância. O primeiro com Marquinho, que entrou no lugar de Carlinhos e ocupou a ala esquerda. Marcelo Lomba fez grande defesa. O segundo com Souza, em petardo que explodiu na trave e sobrou para Conca, que finalizou mal. A falta de chances deixou claro que Abel Braga ainda não conseguiu dar padrão de jogo ao time do Fluminense.
O Bahia, porém, dominava o meio-campo e chegava com perigo. Jobson acertou a trave, num prenúncio do que estava por vir. Nos acréscimos, com o Flu quase todo no ataque em busca do gol, Marcos puxou o contragolpe, Ávine deixou Mariano no chão e serviu para Jobson concluir sem chances para Cavalieri que, desta vez, Cavalieri nada pôde fazer.

Com erros de arbitragem, Bahia e Atlético-MG ficam no 1 a 1


Bahia e Atlético-MG reviveram um tradicional confronto do futebol brasileiro, que não era disputado havia oito anos. E, no reencontro entre as equipes, tudo igual. Tricolores e alvinegros empataram por 1 a 1, com gols apenas no segundo tempo. Souza, de pênalti, marcou para o Bahia, e Neto Berola, de cabeça, fez para o Galo. A partida foi realizada no estádio Pituaçu, em Salvador, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.
A partida foi marcada por erros do trio de arbitragem, comandado por Marcos André da Penha, do Espírito Santo. Na primeira etapa, anulou um gol legítimo de Fahel, para o Bahia, alegando impedimento. No segundo tempo, marcou pênalti para os donos da casa, em um toque inexistente na mão do zagueiro Leonardo Silva. Além disso, anulou um gol do Atlético-MG, por impedimento, também incorreto, de Dudu Cearense.

Jobson, pivô de uma polêmica durante a semana, foi um dos destaques da partida. O jogador, emprestado pelo Galo, só entrou em campo porque a diretoria do Bahia prometeu pagar uma multa de R$ 60 mil, prevista em contrato.
Com o resultado, o Atlético-MG, mesmo sem vencer nas duas últimas rodadas, permaneceu no G-4, em quarto lugar, com sete pontos. Na quinta rodada, receberá o Atlético-GO, às 18h30m de domingo, na Arena do Jacaré. Já o Bahia, com apenas dois pontos, segue na zona de rebaixamento, em 18º. E vai ao Engenhão encarar o Fluminense às 18h30m do próximo sábado.
Reclamações e chances de gol
No primeiro tempo, o Bahia reclamou da arbitragem, em dois momentos, no começo do jogo. Aos quatro minutos, Fahel recebeu passe de Lulinha e marcou para o Tricolor, mas o bandeirinha, equivocadamente, viu impedimento e anulou o gol. Pouco depois, foi a vez de Jobson chiar com o árbitro. O atacante cruzou na área, e a bola desviou na mão de Rafael Cruz. Marcos André da Penha interpretou o lance como legal e deixou a partida seguir.
lulinha bahia leandro atlético-mg (Foto: Romildo de Jesus / Agência Estado)
O Atlético-MG também levava perigo ao gol de Marcelo Lomba. Magno Alves e Mancini assustaram a torcida do time da casa, com um cabeceio e um chute cruzado, que explodiu na trave. Ricardinho e Jobson, ex-jogadores do Galo, eram os mais perigosos do Bahia. Souza era quem destoava dos dois e não dava sequência à maioria das jogadas.
Pelo time mineiro, Giovanni Augusto, além da dupla de ataque, estava bem em campo. O lateral Leandro, pelo lado esquerdo, também era uma das opções ofensivas. Mesmo com várias boas chances criadas pelas duas equipes, o gol teimou em não sair no primeiro tempo. Bahia e Atlético-MG voltaram para o vestiário com o 0 a 0 no placar.
Arbitragem polêmica e empate que veio do banco
O árbitro entrou em campo no segundo tempo sendo chamado de ladrão pela torcida do Bahia. E a pressão parece ter intimidado o juiz. Logo no começo, ele marcou um pênalti inexistente de Leonardo Silva, após chute de Fahel. Souza cobrou aos cinco minutos e abriu o marcador em Pituaçu.
O gol do Bahia fez com que o Atlético-MG fosse para o ataque de forma mais efusiva. O goleiro Marcelo Lomba passou a se destacar, com defesas firmes e seguras. As entradas de Daniel Carvalho e Neto Berola deram mais velocidade e qualidade no toque de bola ao Galo. Os dois criaram a jogada do gol de empate, justamente com estas duas características. Aos 31 minutos, Daniel tocou, e Berola, de cabeça, marcou.
Após o empate atleticano, o jogo ficou mais aberto. Como o empate não era bom, o Bahia foi para cima. Como consequência, foram concedidos espaços para o Atlético-MG criar contragolpes perigosos. Quando parecia que o jogo chegaria ao fim sem mais trapalhadas da arbitragem, um gol legítimo de Dudu Cearense foi anulado. Revoltado, Berola, na sequência, fez falta por trás e foi expulso.