Mostrando postagens com marcador Atlético-PR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Atlético-PR. Mostrar todas as postagens

No provável adeus de Conca, Ciro faz dois, e Fluminense bate o Atlético-PR


Todos os olhos estavam voltados para Conca. Mas naquela que pode ter sido a  última partida do argentino pelo Fluminense, quem brilhou mesmo foi Ciro. Com dois gols do atacante, o Tricolor bateu o Atético-PR por 3 a 1, na noite desta quinta-feira, no Engenhão. Com proposta irrecusável do Guangzhou Evergrande, da China, o camisa 11 deve anunciar oficialmente a sua saída das Laranjeiras nos próximos dias.
O resultado deu ainda mais tranquilidade ao técnico Abel Braga. Com a segunda vitória seguida no Campeonato Brasileiro, o Fluminense ganhou uma posição e terminou a rodada no sétimo lugar, com 12 pontos, a apenas dois da zona de classificação para a Libertadores. Em crise, o Atlético-PR se manteve na lanterna da competição, com apenas um ponto e nenhuma vitória.
Graças ao adiamento da partida na Vila Belmiro contra o Santos, que seria no dia 7 de julho e foi transferida para 24 de agosto, o Fluminense terá um descanso de dez dias. Só voltará a campo no dia 10, contra o Flamengo, no Engenhão. Já o Furacão tentará se reabilitar na próxima quarta-feira, diante do Internacional, às 19h30m (de Brasília), no Beira-Rio.
Dois gols em dois minutos e o choro de Ciro
Como não poderia deixar de ser, Conca foi o assunto principal antes de a bola rolar. A torcida se manifestou aos gritos de "fica, por favor". Mais uma vez, o argentino entrou mudo e saiu calado daquela que pode ter sido a sua última partida pelo Fluminense. O técnico Abel Braga, no entanto, falou. E deu a entender que o adeus do argentino deve mesmo ser questão de tempo.
- Conca vai falar com a imprensa durante a semana sobre essa situação. O que posso dizer é que ele está muito focado na partida - disse o comandante tricolor.
Conca na partida do Fluminense contra o Atlético-PR (Foto: Alexandre Cassiano / Ag. O Globo)
A declaração de Abelão, porém, demorou a repercutir em campo. O argentino, assim como seus companheiros, entraram dispersos. Sem uma referência no ataque, o Fluminense tinha dificuldades na saída de bola e errava seguidos passes com Diguinho e Edinho. Substituto do suspenso Rafael Moura, Ciro parecia perdido. Recuado, o Tricolor dava espaços ao Atlético-PR, que dominava a posse de bola.
Com apenas um ponto conquistado e ocupando a lanterna, o Furacão precisava da vitória para respirar na competição. Apesar do aparente domínio, o time paranaense só levava perigo ao gol de Diego Cavalieri nas jogadas de bola parada. O Fluminense, por sua vez, chegava pouco à área. Quando atacou, no entanto, esteve perto de abrir o placar duas vezes: em cabeçada de Márcio Rosário e em um bonito chute de Souza que passou raspando a trava direita de Márcio.
Personagem principal da noite, Conca estava apagado na partida. Mas bastou o argentino acordar para o Fluminense sair na frente com dois gols em dois minutos. Primeiro, ele iniciou a jogada e passou para Souza, que achou Mariano na direita. O lateral ainda cortou para dentro antes de chutar de canhota e contar com a colaboração do goleiro Márcio: 1 a 0, aos 40 minutos. O Atlético-PR não teve nem tempo de assimilar o golpe. Dois minutos depois, Marquinho roubou a bola no meio e lançou Ciro. Desta vez, a participação do argentino foi tática. Ao correr para o lado oposto, ele levou a marcação e deu ao atacante o espaço necessário para chutar e ampliar o resultado. Na comemoração de seu primeiro gol pelo Tricolor, Ciro saiu correndo em direção à torcida e não conseguiu esconder a emoção.
Gol 'pastelão' e mais emoção
jogadores do Fluminense comemoram gol do Mariano (Foto: Photocâmera )
As duas equipes voltaram do intervalo com as mesmas escalações. Tranquilo com a vantagem de dois gols, o Fluminense passou a administrar o resultado. Já o Atlético-PR se jogou ao ataque em busca do empate. O técnico Leandro Niehues colocou Guerrón e Kleberson em campo, mas faltava organização. Nem mesmo quando a defesa tricolor falhava, como no lance em que Gum entregou a bola para Nieto dentro da área, o Furacão soube aproveitar.
O terceiro gol do clube das Laranjeiras saiu de uma jogada "pastelão", que explica bem a situação do Atlético-PR no Campeonato Brasileiro. Após cobrança de escanteio de Souza, Gum acertou a trave. No rebote, o zagueiro Rafael Santos cabeceou na medida para que Ciro, de voleio, marcasse o terceiro gol do Fluminense.
Com a vitória garantida, Abel Braga abdicou do ataque. Trocou Ciro pelo volante Fernando Bob, ficando sem qualquer atacante de origem em campo. Naturalmente, o Fluminense perdeu poder ofensivo e terminou a partida com quatro volantes em campo. O mais avançado era Conca, que, sempre que pegava na bola, ouvia o apelo desesperado dos tricolores: "Fica, fica!". Os gritos só serviram para acordar o Furacão, que chegou ao seu segundo gol no campeonato com um cabeceio de Edigar. O apito final trouxe a certeza do desespero paranaense e da segunda vitória seguida do clube carioca no Campeonato Brasileiro. Mas também deixou na boca dos tricolores o gosto amargo do iminente adeus de Conca das Laranjeiras.




Bahia apronta mais uma, vence o Atlético-PR e derruba Adilson Batista


O Bahia aprontou mais uma e venceu a segunda partida seguida como visitante no Campeonato Brasileiro. Depois de bater o Fluminense no Engenhão, o Tricolor baiano fez 2 a 0 no Atlético-PR na Arena da Baixada, na noite deste sábado, pela sexta rodada. Marcone e Lulinha marcaram os gols, ambos no segundo tempo.
Os times voltam a campo no meio da semana para a sétima rodada. O Atlético-PR visita o Fluminense, às 21h de quinta-feira, no Engenhão. O Bahia, na quarta-feira, às 21h50m, recebe o Corinthians, no Pituaçu.
Após a partida, em entrevista coletiva, o técnico Adilson Batista pediu demissão. Ele deixa o Atlético-PR em penúltimo lugar, com apenas um ponto e um gol marcado em seis rodadas. Se o Avaí conseguir ao menos um empate em casa diante do Fluminense neste domingo, jogará os paranaenses para a lanterna. Já o Bahia chega aos oito pontos e sobe para a nona posição.

Forte marcação na etapa inicial
O Atlético-PR entrou em campo com três zagueiros, no esquema que variava do 3-5-2 com a bola para o 4-4-2 sem a bola. Manoel, pela direita, era o responsável por parar Jobson. Rafael Santos e Fabrício se revezavam na marcação a Júnior. O Rubro-Negro demorou para se acertar no novo esquema. No primeiro minuto, o camisa 99 tricolor quase se aproveitou disso, mas bateu por cima.
O Bahia marcava forte no meio-campo, com três volantes, e na saída de bola do Furacão. Isso levava os zagueiros atleticanos a tentar a ligação direta para o ataque, sem sucesso. Até os 20 minutos, por exemplo, os paranaenses já tinham errado nove passes - o dobro do Tricolor, com quatro.
A partir dos 25, o Atlético-PR melhorou. A defesa acertou a marcação, e o meio-campo apareceu e passou a criar boas oportunidades. Numa delas, Madson e Paulo Baier tabelaram na entrada da área. O Baixinho cruzou, mas o camisa 10 bateu por cima. Com o domínio da partida, o Furacão teve duas chances claras com Paulo Baier, em cobranças de falta. Na primeira, a bola foi no travessão. Na segunda, o goleiro Marcelo Lomba fez difícil defesa.
marcone bahia gol atlético-pr (Foto: Geraldo Bubniak / Agância Estado)
Atlético-PR melhora, mas Bahia faz dois
Na volta para o segundo tempo, o técnico Adilson Batista faz uma mudança: tirou Farício e colocou o volante Kleberson. Com isso, o Atlético-PR passou, definitivamente, para o 4-4-2. A mudança surtiu efeito. Antes dos dez minutos, foram três chances claras do Rubro-Negro - duas com Madson e uma com Paulo Baier, mas a defesa tricolor levou a melhor em todas.
O Bahia recuou e passou a ameaçar nos contra-ataques. No mais perigoso, Jobson entrou livre pelo meio e tentou tocar por cobertura, mas o goleiro Márcio e Rafael Santos salvaram o Furacão. Aos 20 minutos, não teve jeito. O volante Marcone avançou, driblou Manoel e acertou chute preciso, no canto: Bahia 1 a 0.
Com a desvantagem no placar, a pressão rubro-negra cresceu. O time tentou com cruzamentos, chutes de longa distância e cobranças de falta. De forma desordenada, porém, o time não ameaçou Marcelo Lomba. O segundo gol do Bahia parecia mais perto do que o gol de empate. E isso se confirmou. Na primeira tentativa, Lulinha parou em Márcio. Na seguda, ele bateu bem e fez 2 a 0. Para protestos da torcida rubro-negra. Para festa da torcida tricolor.


Figueira joga bem no início, bate Furacão e mantém 100% em casa


Três vitórias nas três partidas disputadas em casa neste Brasileirão. Esse é o Figueirense de Jorginho, que já tinha feito bem o serviço contra Cruzeiro e Atlético-GO. Neste domingo, manteve a força do mando de campo. Nem se esforçou muito: precisou de apenas 19 minutos para despachar o Atlético-PR, por 2 a 0, no Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Com os gols de Héber e Juninho - este, ao lado de Fernandes, o destaque do jogo -, o time foi para 10 pontos ganhos e aparece em quarto lugar na tabela.
A boa campanha, que inclui um empate fora de casa com o Vasco, campeão da Copa do Brasil, e uma derrota apenas para o líder do campeonato, o São Paulo, contrasta com a péssima fase do Atlético-PR. O time se mantém com apenas um ponto ganho, e só não está na lanterna porque o Avaí consegue fazer pior: goleado por 5 a 0 pelo Palmeiras, o grande rival do Figueira ainda fez a torcida do Figueira comemorar mais.
atlético pr x figueirense heber (Foto: Agência Estado)
Na sexta rodada, a equipe catarinense terá um bom teste: vai ao Beira-Rio encarar o Internacional, no domingo. No sábado, o Atlético-PR, que demora a dar sinais de reação e já preocupa os torcedores, vai receber o Bahia na Arena da Baixada.
Armação ofensiva
A notícia do trágico acidente de carro em Florianópolis, na madrugada deste domingo, com o atacante Dudu, do Figueirense, que vitimou três pessoas, entristeceu a torcida e o time catarinense. Mas dentro de campo não influiu no rendimento. O técnico Jorginho já havia contrariado um velho ditado do futebol de que "em time que se ganha não se mexe" e escalou de saída Fernandes e Wilson Pittoni no meio-campo para deixar o Figueira mais ofensivo. Apenas o primeiro volante Ygor tinha características mais defensivas. Afinal, o time de Floripa contava com a segunda melhor defesa do campeonato.
Mal na tabela, o Furacão só havia marcado um gol na competição - de Madson, no empate com o Flamengo semana passada. Mas Adilson Batista preferiu manter Paulo Baier no banco e sacar Branquinho para lançar Cléber Santana, para reforçar a marcação.


Com menos de dez minutos de jogo, já dava para perceber que Jorginho foi mais sábio. Preferiu um meio-campo habilidoso, que pudesse ficar mais com a posse de bola. Resultado: em menos de 20 minutos, já fazia a vantagem de 2 a 0.
Vestindo a camisa 10, Fernandes comandava as ações e, em tabelinha com Héber, por pouco não abriu o placar. Outro que justificava a boa mexida de Jorginho era Wilson Pittoni. Armava bem as jogadas pelo lado direito.Só não foi o garçom do primeiro gol porque Héber encontrou Márcio seguro para defender.
Gols em 19 minutos
Pouco depois, Pittoni servia novamente o atacante, que chegou atrasado com Aloísio para empurrar a bola para as redes. Mas aos 15, o camisa 11 não perdoou: dessa vez pela esquerda, após passe de Juninho, Héber girou sobre Rafael Santos e bateu de canhota, sem defesa: 1 a 0.
O Furacão sofreu baque com o gol. Madson, isolado, não conseguia municiar Guerrón e Nieto. Mesmo com Cléber Santana, o meio-campo era envolvido pelo toque de bola do time catarinense. Não demorou muito para o Figueira aumentar o placar: Aos 19, Fernandes poderia ter encoberto Márcio, que saiu bem e salvou. Mas Juninho fez a coisa certa: no rebote, encobriu o goleiro e correu para o abraço.
Alias, o lateral-esquerdo era das melhores opções de jogada do Figueirense até marcar o segundo gol da equipe. Dali em diante, o time, com a vantagem no placar, relaxou e deu campo ao Furacão. O Rubro-Negro cresceu mais por vacilos do adversário do que por próprio mérito. O único, por sinal, foi melhorar o jogo pelas laterais. Por ali, fez a melhor jogada, mas desperdiçou a chance de diminuir. Edson Bastos errou - isso mesmo, errou - a cabeçada em centro de Paulinho. A bola sobrou para Nieto, que bateu para fora. E antes de a primeira etapa acabar, Rafael Santos fez Wilson - que completava 250 jogos pelo Figueirense e ganhou uma placa comemorativa - trabalhar.
Mudanças no Furacão
Adaílton no lugar de Guerrón no ataque, e Robston no de Paulinho na defesa foram as mexidas de Adilson Batista para, no segundo tempo, o Furacão reagir. Marcelo Oliveira passaria a ser o lateral-esquerdo. O único efeito surtido foi que, com apenas sete minutos em campo, Robston ganhou o cartão amarelo que ninguém havia recebido na primeira etapa. Do lado do Figueira, Jorginho, já satisfeito com o resultado, sacou o lateral Bruno para pôr o volante Coutinho.
O segundo tempo ficou bem arrastado. O Figueirense olhava para o relógio e torcia para o tempo passar. Em um ou outro contra-ataque, mostrava mais interesse em ampliar o placar. O ritmo caiu mais ainda quando Fernandes foi substituído por Rhayner.
As alterações de Adilson Batista em nada resolviam. Cléber Santana, o escolhido para começar a partida, só foi notado mesmo quando deu um chute de fora da área, que Wilson tocou para escanteio. Depois, o técnico sacou Nieto para, enfim, pôr um meia de ligação, Branquinho. Mas de nada adiantava lançar um armador e sacar um atacante. Deu na mesma.
Jorginho tirou outro destaque do time, Wilson Pittoni, cansado, e botou mais um volante,
Túlio, aquele mesmo que foi do Botafogo e do Grêmio. Deu o recado de que era só segurar o resultado. Foi o que aconteceu.


Calibra o pé Atlético-PR


63 finalizações; um gol. A pontaria do Atlético-PR, definitivamente, não está boa. A equipe marcou pela primeira vez apenas na quarta rodada (veja o gol no vídeo ao lado), no empate com o Flamengo, após três derrotas - 3 a 0 para o Atlético-MG, 1 a 0 para o Grêmio e 1 a 0 para o Palmeiras. Com isso, o time está na vice-lanterna e tem o pior ataque do Campeonato Brasileiro. Mas nada que tire o sono do técnico Adilson Batista.
O comandante rubro-negro afirmou que o número elevado de chances criadas o tranquiliza. Se nem isso o time estivesse conseguindo, aí sim ele ficaria bastante preocupado.
Adilson Batista no CT do Caju (Foto: Fernando Freire - RPCTV)
- O treinador não dorme quando não cria, quando não finaliza. Isso aí ele não dorme. Então, a partir do momento que a equipe troca 500 e poucos passes no jogo contra o Flamengo, tivemos algumas situações para fazer. O Felipe fez boas defesas, foi bem na bola parada - disse o treinador em entrevista coletiva, nesta terça-feira, no CT do Caju.
Com essas 63 finalizações, o Furacão é o terceiro que mais concluiu, atrás apenas do Atlético-MG (que finalizou 77 vezes e fez sete gols) e do América (65 finalizações, seis gols).
Adilson deu a receita para que as bolas comecem a entrar e a equipe se recupere no Brasileirão.
- O importante é ter tranquilidade, mostrando, cobrando, trabalhando para que (os jogadores) tenham calma na hora que chegar na frente do gol e consigam concluir.
Um dos atletas que não está acertando o alvo é o atacante Adaílton. Pelo Campeonato Brasileiro, ele disputou duas partidas como titular e, em outras duas, entrou no segundo tempo. Nessas quatro partidas, o jovem deu quatro finalizações, todas para fora.
- A gente vem treinando bastante aqui, finalizações. A gente sabe que a hora que a gente achar uma chance de fazer o gol, vamos fazer. Só continuar trabalhando que a hora vai chegar, vamos embalar e fazer gols.
Além dos quatro chutes de Adailton, os que mais concluíram pelo Furacão foram o meia Madson (11 vezes), o lateral Paulinho (nove), o atacante Nieto (sete), o meia Branquinho (seis) e o zagueiro Rafael Santos (cinco). O próximo compromisso do Atlético-PR é contra o Figueirense, às 16h (horário de Brasília) de domingo, no Estádio Orlando Scarpelli.

Atlético-PR enfim marca e mantém jejum do Flamengo na Arena

O empate por 1 a 1 na Arena da Baixada é daqueles resultados que deixam insatisfeitos os torcedores dos dois times. O Atlético-PR, que marcou seu primeiro gol e conquistou seu primeiro ponto no Campeonato Brasileiro, manteve-se em penúltimo lugar. O Flamengo, que acumulou seu terceiro empate consecutivo, teve atuação ruim e viu mantido seu jejum na Arena da Baixada: em 12 confrontos, são nove derrotas e três empates. Está em 11º lugar, com seis pontos.
Madson, um dos destaques da partida, abriu o placar cobrando falta, já no segundo tempo. Deivid, em seu primeiro jogo na competição, empatou ao aproveitar passe de Diego Maurício. Na próxima rodada, o Atlético-PR visita o Figueirense, e o Flamengo faz o clássico contra o Botafogo, ambos os jogos no domingo.
O time de Adilson Batista entrou em campo com dois meias velozes, Madson e Branquinho, deixando Paulo Baier no banco de reservas. Demorou a se arrumar no gramado castigado da Arena, mas, empurrado pela torcida, partiu logo para o ataque. O Flamengo, que até teve maior posse de bola no início da partida, pecou nos passes e não conseguia finalizar.
Bottinelli parecia nervoso, fez três faltas logo nos primeiros minutos e errou lances simples. Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves pouco fizeram nos 45 minutos iniciais. Wanderley mal conseguiu tocar na bola. Uma boa cobrança de falta de Renato foi a melhor chance no primeiro tempo.
Foi a partir dos 20 minutos que o time da casa passou a chegar com perigo. Teve as melhores chances diante de um setor defensivo que perdeu praticamente todas as bolas alçadas na área. Em uma delas, Felipe fez defesa milagrosa depois de cabeceio de Manoel. E o gol quase saiu depois de nova jogada aérea, mas os jogadores do Atlético-PR se atrapalharam. Guerrón levou a melhor em espaços deixados por Junior Cesar, mas errou nas conclusões das jogadas.
Vanderlei Luxemburgo fez duas substituições no intervalo. O Rubro-Negro carioca voltou com Deivid e Diego Maurício nas vagas de Wanderley e Bottinelli, respectivamente. Mas nos primeiros minutos pouca coisa mudou. O Atletico-PR, mesmo longe de ser brilhante, rondava o gol de Felipe e seguiu com sua aposta nas bolas aéreas. E abriu o placar em nova falta cometida próxima à área, de Junior Cesar em Wendel. Madson cobrou com perfeição, e a bola ainda bateu no travessão antes de entrar: 1 a 0, aos 14 minutos.
Ronaldinho Gaúcho cobrou bem uma falta, mas seguiu apagado até os 30 minutos, quando passou a se movimentar mais. O setor defensivo deixava espaços. Mesmo longe de ser brilhante, o Flamengo ainda conseguiu arrancar o empate numa jogada que envolveu os dois jogadores que entraram no segundo tempo. Diego Maurício fez boa jogada e cruzou rasteiro na área. Deivid, que não marcava desde o dia 27 de abril, deixou tudo igual: 1 a 1.
O gol saiu pela esquerda da defesa paranaense, setor em que Paulinho foi mal tanto ao tentar avançar, errando vários cruzamentos, quando na tentativa de conter o adversário. Adilson Batista fez três substituições ao longo da segunda etapa, trocando Guerrón, Branquinho e Madson, nessa ordem, por Adailton, Cleber Santana e Paulo Baier. A torcida vaiou a saída de Madson, mas Baier - que fez sua centésima partida pelo Furacão - teve tempo para cobrar duas faltas. Numa delas, Rafael Santos cabeceou na trave, já nos acréscimos. (Confira os gols no vídeo abaixo)