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Coritiba espanta a má fase e freia o embalo do Ceará


O Coritiba expulsou todo o azar que povoava terras alviverdes, ao vencer o Ceará pelo marcador de 3 a 1, nesta quinta-feira, no Couto Pereira. Em um jogo movimentado, o Vozão não deu muito trabalho para o Alviverde, que conseguiu boa vantagem já no primeiro tempo, após os gols de Leonardo e Everton Costa. O Coritiba ainda ampliou no segundo tempo com Léo Gago, que vinha sendo muito criticado e comemorou seu gol discretamente. O atacante Washigton ainda descontou.
Os próximos confrontos dos dois times serão em suas respectivas casas. O Ceará volta para o Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, e enfrenta Atlético-MG, na quarta-feira, às 21h50m (horário de Brasília). O Coritiba continua no Estádio Couto Pereira e recebe o Figueirense, na quinta-feira, às 19h30m.
Com o resultado, o Coritiba melhora a sua pontuação na tabela do Brasileirão, sai da zona de rebaixamento e vai a sete pontos, na 14ª colocação. Ultrapassou o próprio Ceará na pontuação, que estacionou nos mesmo sete pontos e caiu para a 16ª posição.
Coritiba vai para cima e Ceará se defende
Como mandante e com uma seca de vitórias, o Coritiba sabia que enfrentaria um Ceará fechado e explorando os contra-ataques, como aconteceu na decisão da semifinal da Copa do Brasil. Para dar mais solidez no setor de criação, o técnico Marcelo Oliveira montou o Coritiba no 4-5-1, promovendo Tcheco e Everton Costa ao time titular, no lugar de Davi e do lesionado Rafinha, respectivamente. Na frente, Oliveira trocou Bill e Everton Ribeiro por Marcos Aurélio e Leonardo.
Já o técnico Vagner Mancini montou o Ceará no tradicional 4-4-2, mas de maneira bem fechada, com uma muralha formada por Fabricio, Diego Sacoman, Boiadero e Vicente. Enquanto o Alviverde procurava achar o entrosamento perfeito no pelotão da frente, o Ceará aproveitava para tocar com velocidade, explorando os contra-ataques com Thiago Humberto e pelas laterais de campo.
Porém, foram necessários 30 minutos de entrosamento. Para compensar a dificuldade de penetração na zaga cearense, Oliveira cobrou uma maior participação dos dois laterais: Jonas e Eltinho. A diferença foi nítida e surtiu efeito, junto com as mudanças na equipe. O Coritiba desencantou com os dois gols quase seguidos de Leonardo e Everton Costa, aos 32 e aos 35 minutos - o primeiro aproveitando rebote de cabeçada de Everton na trave, e o segundo se recuperando após furada bisonha.
Jogadores comemoram o gol sobre o Ceará (Foto: Divulgação / Coritiba)
O jogo esquenta de vez
O esquema defensivo do Ceará já não fazia tanto efeito, com a derrota parcial. O técnico Mancini acabou com a estratégia de jogar com três volantes e sacou Heleno, para reforçar a criação do Vozão, ao colocar o meia Felipe Azevedo.
O confronto mudou. Ficou mais equilibrado, e a pressão do Ceará causou um recuo natural do Coritiba. Enquanto o time nordestino precisava correr atrás do resultado, pelo menos um empate que mantivesse o embalo na competição, o Alviverde paranaense jogava como nos velhos tempos: defensivo e com um rápido contra-ataque.
Não demorou para que essa velocidade funcionasse. Léo Gago, que não passava por um bom momento na competição e ouvia a torcida pedindo a sua saída, relembrou a época que comandava o meio. Puxou um contra-ataque até a meia-lua e mandou um chutaço indefensável para o arqueiro Fernando Henrique.
Era uma partida para não piscar os olhos. A torcida ainda comemorava, quando Washigton foi valente na área coxa-branca e brigou pela pelota até mandar para os fundos da rede e descontar para o Ceará: 3 a 1.
Washigton - autor do gol cearense - ainda foi expulso, após colocar o braço na bola e levar o segundo cartão amarelo. Com o ataque enfraquecido, não havia muito para o Vozão fazer, a não ser sair derrotado pela segunda vez do Couto Pereira neste ano.



Coritiba e Inter empatam no Couto e seguem sem engrenar no Brasileirão


O Coritiba bem que tentou: teve volume de jogo e criou oportunidades de gol. Mas o personagem do jogo foi o goleiro colorado Muriel, até há pouco reserva do contestado Renan. Ao fim, Coxa e Inter ficaram no 1 a 1 e vão chegar à sexta rodada do Brasileirão ainda sem mostrar o futebol que gerava expectativas positivas antes do início da competição. Ambos têm apenas uma vitória: o Coritiba ficou com quatro pontos e continuou na 16ª posição, enquanto o Colorado, na 12º colocação, vai para seis pontos.
No primeiro tempo, o que se viu foi um Internacional recuado e explorando os contra-ataques. O Coritiba era melhor, com boas atuações de Rafinha e Davi no meio de campo, mas não foi capaz de abrir o marcador. Os gols saíram na etapa complementar, quando o Inter voltou vibrante e o volante Glaydson acertou um belo chute. Aos 29 minutos, veio o empate: Davi, em rebote de cobrança de pênalti que ele mesmo havia batido. Até o último minuto as duas equipes brigaram pelo resultado e o jogo esteve aberto. Nas arquibancadas, os mais de 300 colorados que foram à capital paranaense disputaram no grito com a torcida local: um belo espetáculo à parte, também sem vencedor.
Everton Ribeiro d'alesandro coritiba x internacional (Foto: Agência Estado)
No início, Coxa atacava e Inter se defendia
Os dois times foram a campo com times taticamente iguais, no 4-3-2-1, mas com o Coritiba mais ofensivo – característica marcante na temporada - e o Inter com a fama de ser ‘retranqueiro’, ainda mais fora de casa. O técnico Falcão até cogitou escalar o quarteto ofensivo, com D’Alessandro, Oscar, Zé Roberto e Leandro Damião, mas preferiu colocar Glaydson e tentar explorar os contra-ataques.
Apesar do empenho gaúcho, o Coritiba saía rapidamente com os meias Rafinha e Davi, apoiados pelos dois laterais Eltinho e Jonas, empurrando o Inter para seu campo.
Para conseguir suportar bem a pressão, valeu a estratégia de Falcão, que armou uma linha de quatro defensores (com os zagueiros Juan e Bolívar no comando) para blindar a área do goleiro Muriel. Mesmo assim, o meia-atacante Everton Ribeiro conseguia se infiltrar e teve várias oportunidades de abrir o marcador. Só Bill ficava isolado, anulado pela boa marcação de Juan.
Em todo o primeiro tempo, o Internacional só chegou três vezes com perigo na meta alviverde: duas com o atacante Leandro Damião e uma com o volante Glaydson. Já o Coritiba teve pelo menos cinco finalizações perigosas, a maioria delas arquitetada pela parceria Everton Ribeiro e Rafinha.
Com o Inter recuado, restou ao goleiro Muriel fazer seu nome, com duas belas defesas em um mesmo lance, após o chute de Bill e no rebote pegou a tentativa de Davi.
Quem não faz...
Com o gol, o jogo pegou fogo. Do lado do Coritiba, Rafinha colocou uma bola na trave de Muriel e, no lado colorado, Zé Roberto obrigou Edson Bastos a fazer boa defesa.
O ditado típico do futebol foi colocado em prática assim que começou o segundo tempo. No rebote, após cobrança de D’Alessandro, Glaydson chutou forte de fora da área e fez o seu primeiro gol no Brasileirão aos quatro minutos.
Normal seria o Inter se fechar mais, mas não foi o que ocorreu. O Colorado se manteve avançado, sem abrir mão da boa última linha de marcação. Já o Coritiba procurava chegar próximo à área adversária, mas de forma algo desesperada.
Para tentar colocar ordem no Alviverde, o técnico Marcelo Oliveira queimou as suas alterações. Tirou o apagado volante Léo Gago e colocou o atacante Everton Costa, trocou Everton Ribeiro pelo meia-atacante Geraldo e, por fim, sacou o lateral-esquerdo Eltinho para a entrada do experiente meia Tcheco. A intenção era clara: jogar para a frente.
Falcão preferiu recuar o time e tirou o volante Tinga para a entrada de Wilson Matias, da mesma posição. Mas a insistência alviverde fez a diferença. Em boa bola lançada, Bill brigou na pequena área, e foi derrubado: pênalti. Renan ainda defendeu a cobrança de Davi e tocou na bola no chute que o mesmo Davi acertou no rebote. Ainda assim, não evitou que ele igualasse o marcador no Alto da Glória.
Com o empate, aos 39 minutos do segundo tempo, o jogo ficou aberto. O técnico colorado colocou Fabrício no lugar de D’Alessandro, que fez questão de expressar sua contrariedade ao sair de campo. E os minutos finais foram disputados na base da vontade. Tanto o Inter quanto o Coritiba tiveram chances de sair com a vitória. Mas prevaleceu o empate, ruim para as duas equipes.


Coxa nega



Anderson Aquino gol Coritiba (Foto: Ag. Estado)
O atacante Anderson Aquino continua no Coritiba para o resto da temporada. Essa é a afirmação do diretor de futebol do Coritiba, Felipe Ximenes, sobre as especulações de que o jogador seria um futuro reforço para o técnico Caio Júnior, para compensar a ausência do atacante Loco Abreu, no Botafogo.
Na tarde dessa terça-feira, Ximenes disse que o atleta permanecerá no Coritiba, pois tem contrato até 2013, e afirmou que não será fácil para algum clube brasileiro levar um jogador do elenco coxa-branca.
- Não confirmo e nem desminto essas informações, pois não existe a menor chance. O Anderson Aquino continuará no Coritiba e nenhum clube vai tirar os nossos jogadores facilmente - declarou Ximenes.
Quanto a situação do volante Marcos Paulo, o diretor afirmou que ele permanece no clube do Alto da Glória. O jogador, que tem contrato com o Alviverde até 2014, poderia ser emprestado ao Avaí

Coritiba pretende construir um novo CT e busca terreno para a ampliação


CT da Graciosa - Coritiba (Foto: DIvulgação / Coritiba)

O Coritiba tem planos para construir um novo Centro de Treinamentos, mais amplo e moderno que o CT da Graciosa. O clube está procurando terrenos para a construção, já que adquirir uma área ao lado do já existente saíria muito caro.
Nessa terça-feira surgiu uma informação de que o Coritiba já teria comprado um terreno em Campina Grande do Sul, com uma área de aproximadamente 450 mil metros quadrados.
O vice-presidente do Alviverde, Vilson Ribeiro de Andrade, não confirmou a informação e diz que a procura existe e várias áreas são sondadas na Região Metropolitana de Curitiba. A exigência é que o terreno seja maior do que 120 mil metros quadrados.
- Não existe essa informação. Nós não compramos nada, existe apenas a procura, pois precisamos  aumentar o nosso CT e ampliar sairá muito caro. Estamos avaliando várias áreas, mas sem fechar com ninguém - ressaltou o dirigente coxa-branca, completando que após a compra do novo terreno, a diretoria começará a pensar no projeto da construção do novo Centro de Treinamentos.

Botafogo usa velocidade e vira para cima do Coritiba



Ainda sem peças consideradas importantes, como Renato e Loco Abreu, o Botafogo de Caio Júnior busca o seu jeito de jogar. E, enquanto o conjunto não vem, a velocidade é a principal arma. Neste domingo, foi dessa maneira que o Alvinegro encontrou o caminho para virar o placar e vencer por 3 a 1 o Coritiba, vice-campeão da Copa do Brasil, no Engenhão, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Maicosuel, Elkeson e Alex fizeram os gols alvinegros. No Coxa, Bill marcou logo no primeiro minuto. (Veja os gols no vídeo acima)
Foi a segunda vitória do Botafogo, que chega a sete pontos na tabela do Campeonato Brasileiro. Já o Coritiba, que apesar da derrota não se mostrou afetado pela perda do título da Copa do Brasil, segue perto da zona de rebaixamento, com apenas três pontos somados. No próximo domingo, o Botafogo volta a campo para enfrentar o Flamengo, em clássico no Engenhão. No mesmo dia, o Coritiba recebe o Internacional no Couto Pereira.
maicosuel botafogo gol coritiba (Foto: Satiro Sodré / AGIF)


Mal começou a partida, e o Coritiba, mais atento, saiu na frente do Botafogo. Everton Ribeiro chegou ao lado esquerdo com facilidade e cruzou. Sem marcação, Bill nem precisou pular para cabecear no canto direito de Jefferson, fazendo 1 a 0 com um minuto e quarenta segundos de partida.
Assim, não demorou muito para que fosse criado o clima típico dos jogos do Botafogo no Engenhão. No momento em que a equipe está em desvantagem, Herrera mostra descontrole emocional, abusando das faltas e das reclamações com a arbitragem. Ao mínimo erro, Alessandro recebe vaias da torcida, que mostra toda sua impaciência.
Mas o Botafogo não foi como sua torcida. Enquanto a arquibancava se preocupava em criticar, os jogadores se acenderam. Com disposição, o Alvinegro correu atrás e, usando principalmente a velocidade, tomou conta da partida. Elkeson pela esquerda e Maicosuel pela direita eram as grandes armas da equipe de Caio Júnior.
E foi a dupla que construiu o gol de empate do Botafogo, aos 16 minutos. Elkeson ganhou no corpo uma dividida pela esquerda e puxou o contra-ataque. Maicosuel partiu em velocidade e recebeu lançamento rasteiro perfeito. Venceu o combate de um adversário e chutou cruzado, no canto direito de Edson Bastos, fazendo 1 a 1. A comemoração do camisa 7 foi de desabafo, celebrando o primeiro gol em partidas oficiais pelo Alvinegro desde 1º de setembro de 2010, antes de sofrer uma grave lesão no joelho esquerdo.
Disposto a virar o placar ainda no primeiro tempo, o Botafogo continuou a pressionar o Coritiba, se valendo de uma eficiente marcação na saída de bola do adversário. A equipe de Marcelo Oliveira levava perigo quando atacava pelo lado esquerdo, mas não conseguia construir claras chances de gol. E, quando a partida voltava a se equilibrar, o Alvinegro tirou a virada da cartola, numa jogada de bola parada. Elkeson se apresentou para cobrar falta no bico da grande área. Quando todos achavam que o objetivo seria uma cabeçada, o meia-atacante cobrou diretamente para o gol, surpreendendo Edson Bastos: Botafogo 2 a 1, aos 38 minutos.

Apesar da desvantagem, o Coritiba mostrou-se estável e esteve perto do empate. No último lance antes do intervalo, Léo Gago cobrou falta com violência, e Jefferson espalmou. A bola sobrou para Rafinha, que, livre, chutou para fora.
O Coritiba voltou para o segundo tempo dominando as ações de ataque. Para isso, contava com uma marcação menos apertada do Botafogo, que novamente mostrava-se disperso nos minutos iniciais. No entanto, a equipe de Marcelo Oliveira seguia com pouca objetividade, não ameaçando o adversário da forma que deveria para chegar ao empate.
Coritiba tem jogador expulso
O Botafogo também pouco incomodava o adversário e tampouco conseguia controlar a vantagem. A defesa se mostrava confusa, enquanto o setor ofensivo não se articulava. E, quando o Coritiba aparecia com boas chances de empatar, perdeu o zagueiro Emerson, expulso por entrada desleal em Lucas Zen.
Mas com Geraldo como principal arma, o Coritiba seguiu levando perigo e criou as melhores chances de gol do segundo tempo. Numa delas, o angolano acertou a trave direita de Jefferson. O lance caprichoso mostrou que, competência à parte, o dia de sorte era do Botafogo.
Tanto que, para fechar o caixão do time paranaense, Alex fez boa jogada aos 48 minutos e bateu com estilo para fazer 3 a 1 e dar números finais à partida.